Pelas 15.50 horas de terça-feira, António Cardoso Moreira estava no café Ofir, no Porto, a registar o totoloto. Pouco depois, passou por lá ao volante de uma bomba desgovernada, ruas do Covelo e de Pedro Ivo abaixo, deixando um rasto de destroços. Não houve tragédia por milagre.
Uma centena de metros de rua, a descer: assim é o palco do acidente, e tantas serão as versões do mesmo como o número de pessoas que o presenciaram. Um BMW 740 desceu a alta velocidade, embateu violentamente num MG, parado junto à Escola Filipa de Vilhena, em frente à Garagem da Alta, seguiu em frente sem abrandar, perdendo peças e atingindo carros estacionados, percorreu a Rua de Pedro Ivo e parou contra um muro, na Rua de Antero de Quental, onde desfez dois outros automóveis. Ao todo, o acidente envolveu 16 veículos.
O condutor foi resgatado pelos Sapadores Bombeiros e levado ao Hospital de S. João. Fonte hospitalar classificou de "estável", mais tarde, o estado em que se encontrava. Antes, terá dito aos circundantes: "Deu-me qualquer coisa".
"Parecia uma bomba a rebentar", explica Manuel Botelho, gerente do Café Ofir: "Foi um estrondo enorme - acrescentou, referindo-se ao primeiro embate -; ele arrastou o outro carro e seguiu a toda a velocidade por aqui abaixo, a perder peças e com o capô levantado".
No caos, houve muitas circunstâncias felizes. Sendo uma zona escolar, podia haver grupos de jovens ou crianças. Não havia. Lá em baixo, onde se imobilizou, é frequente haver ambulâncias a deixar doentes numa clínica de fisiatria ali existente. Não estava nenhuma. Um dos carros estacionados, projectado pelo choque final, invadiu a entrada de um salão de cabeleireira, onde instantes antes estivera uma funcionária a fumar. Já não estava.
"Susto muito grande" foi como Ana Oliveira, proprietária do salão de cabeleireiro, descreveu o sucedido: "O barulho foi tão forte, que, no início, pensei que fosse uma botija de gás a rebentar".
O condutor foi resgatado pelos Sapadores Bombeiros e levado ao Hospital de S. João. Fonte hospitalar classificou de "estável", mais tarde, o estado em que se encontrava. Antes, terá dito aos circundantes: "Deu-me qualquer coisa".
"Parecia uma bomba a rebentar", explica Manuel Botelho, gerente do Café Ofir: "Foi um estrondo enorme - acrescentou, referindo-se ao primeiro embate -; ele arrastou o outro carro e seguiu a toda a velocidade por aqui abaixo, a perder peças e com o capô levantado".
No caos, houve muitas circunstâncias felizes. Sendo uma zona escolar, podia haver grupos de jovens ou crianças. Não havia. Lá em baixo, onde se imobilizou, é frequente haver ambulâncias a deixar doentes numa clínica de fisiatria ali existente. Não estava nenhuma. Um dos carros estacionados, projectado pelo choque final, invadiu a entrada de um salão de cabeleireira, onde instantes antes estivera uma funcionária a fumar. Já não estava.
"Susto muito grande" foi como Ana Oliveira, proprietária do salão de cabeleireiro, descreveu o sucedido: "O barulho foi tão forte, que, no início, pensei que fosse uma botija de gás a rebentar".



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