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segunda-feira, 13 de junho de 2011

Carro de portuguesa "engolido" por buraco criado por sismo na Nova Zelandia


Uma portuguesa residente em Christchurch, na Nova Zelândia, descreveu hoje os momentos de pânico que viveu com a sua família quando o carro em que viajavam foi parcialmente engolido por um buraco criado depois do sismo que abalou a região.


Elia Ribeiro, que viveu o sismo de 6,3 graus de fevereiro, voltou hoje a ser apanhada pelos três abalos que afetaram a cidade neozelandesa, incluindo um de 6 graus, que causou pelo menos 10 feridos.
Segundo explicou, estava em casa com o marido e a filha mais nova, de dois anos, quando se sentiu o abalo mais forte que "voltou a deitar tudo para o chão em casa".

Decidiram ir à escola buscar os três filhos mais velhos quando o carro foi "apanhado" por um buraco, explicou, contactada telefonicamente em Christchurch, onde vive com o marido, hispano-australiano, e os quatro filhos (três rapazes de 15, 11 e 8 anos e uma menina de dois anos). 
Estava a caminho da escola do mais velho, já com os mais novos no carro quando o incidente ocorreu.
"A estrada estava cheia de água, mas estavam carros a passar. De repente o nosso carro (um 4x4) parece que caiu num buraco de lama, no meio da estrada", explicou.
"Saíamos pela porta de trás com a ajuda de quem estava por ali", afirmou.
O incidente resultou de um fenómeno natural causado pela água do mar, que com a pressão abre fissuras na crosta da ilha, empurrando lama para a superfície e criando buracos que funcionam depois como 'aspiradores'.
Depois do pânico que viveu em fevereiro, quando foi 'apanhada' pelo sismo de 6,3 graus - um dos mais fortes registados na Nova Zelândia - Elia Ribeiro reagiu hoje com mais humor, apesar de admitir medo.
"Caiu tudo cá em casa. Outra vez. Estou a transformar-me numa especialista de limpeza pós-tremores de terra", afirmou, recordando que é o segundo grande sismo que vive desde que se mudou para Christchurch, em dezembro do ano passado.
"Vamos lá a ver o que faço se houver outro. Mas também não podemos abandonar a nossa vida aqui assim. Gostamos de viver cá", explicou.
A imprensa local refere que os sismos de hoje foram os mais fortes desde o de 22 de fevereiro, que causou 181 mortos.
Vários edifícios já danificados em fevereiro voltaram a ser atingidos pelo sismo, muitos dos quais foram evacuados pelas autoridades.
Com Lusa

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